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O
nome de batismo de Madre Paulina era Amabile Lúcia Visintainer, e
nasceu em 16 de dezembro de 1865, na cidade trentina de Vigolo
Vattaro, no Tirol, sob o domínio austríaco.
Paulina
foi a segunda dentre 14 irmãos, nove homens e cinco mulheres,
nove deles nascidos no Brasil. Seus pais foram Antônio Napoleão
Visintainer e Anna Pianezer.
Paulina
já tinha 9 anos de idade quando seus pais emigraram da Itália
para o Brasil, onde chegaram em 1875, estabelecendo-se em Santa
Catarina, na cidade Nova Trento, a 80 km de Florianópolis, hoje
com mais de 10 mil habitantes e muito visitada por peregrinos e
devotos da nova Santa.
A
trajetória da santidade em grau heróico da jovem Paulina começou
com uma corajosa opção cristã: uma generosa auto-entrega de
amor a Deus e ao próximo. Com efeito, em 1890, aos 25 anos de
idade, a jovem Paulina juntamente com uma companheira, Virgínia
Nicolodi, vai morar num casebre distante, para cuidar de uma pobre
senhora doente de câncer.
Essa
atitude inspiraria, mais tarde, o surgimento de uma congregação
de mulheres totalmente dedicadas à assistência cristã de
pessoas pobres, enfermas e abandonadas. Esse grupo de dedicadas
jovens adotou, em 1909, o nome de Congregação das Irmãzinhas da
Imaculada Conceição, a qual foi dirigida pessoalmente pela santa
fundadora, Madre Paulina, até o ano de 1938, quando ela foi
gravemente acometida de diabetes, teve depois amputado o braço
direito, e acabou ficando cega.
Em
9 de julho de 1942, repetindo sempre "seja feita a santíssima
Vontade de Deus!", Madre Paulina faleceu em São Paulo, no
bairro do Ipiranga, onde hoje repousam seus restos mortais.
Solenemente
proclamada Santa neste 19/5/2002 pelo mesmo Papa João Paulo 2º
que a beatificou em Florianópolis em 18/10/1991, Santa Paulina do
Coração Agonizante de Jesus poderá ser venerada em milhares de
altares no Brasil e no mundo, e invocada como nossa intercessora
diante de Deus.
Suas
filhas espirituais, as Irmãzinhas da Imaculada Conceição, hoje
se acham presentes em vários Estados do Brasil, num total de mais
de 600 Religiosas, evangelizando a sociedade mediante um
perseverante testemunho de transbordante amor a Cristo, constante
fidelidade à Igreja e generosa dedicação às pessoas mais
necessitadas.
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